Alunos do IFSP representaram o Brasil em competição internacional de robôs na Rússia  – IFSP

Grupo já está trabalhando para realizar melhorias no robô para a edição 2027 do Battle of Robots Championship

Quatro alunos e um professor do Campus Sorocaba do IFSP representaram a equipe de robótica Dragonbotz durante a Battle of Robots Championship 2026, em Moscou, na Rússia, entre os dias 6 e 10 de outubro.  

Após vencer competições brasileiras, o robô Kuririn, desenvolvido por cerca de 18 estudantes de diferentes cursos do campus, foi convidado para a disputa internacional.  

Na Rússia, a equipe foi representada pelos estudantes Lucas Pedroso, Rafael Grassi, Pietro Arruda, Evandro Luiz e Rhyan Neri, e pelo professor Heiton Gomes.  

Pietro conta como recebeu a notícia da classificação: “Estávamos em uma ligação com o Heiton, que nos contou que iríamos para a Rússia. Foi uma animação tremenda, uma das maiores alegrias que vivi neste ano”, anima-se.  

Com a competição em vista, a equipe se dedicou ainda mais ao Kuririn para prepará-lo para a viagem, uma vez que o robô precisou de adequações para atender às regras da disputa na Rússia.  

Mas os desafios não pararam por aí. A bateria do robô foi barrada em um aeroporto durante o trajeto. Os brasileiros contaram com a ajuda de uma equipe parceira, que emprestou a bateria, para seguir na competição.  

A comunicação poderia ter sido um obstáculo, mas os estudantes do IFSP fizeram desse desafio uma oportunidade. Lucas comenta que foi difícil comunicar-se, no entanto, “como bom brasileiro que sou, fiz amizades e me virei como pude”, afirma.  

Já Pietro aproveitou para praticar o inglês: “nenhum curso de Inglês me fez aprender tanto quanto essa viagem. Conseguir viver a língua inglesa, e isso foi muito importante para mim. O Google tradutor também foi um grande aliado”, brinca. “Fizemos amigos russos, turcos, indianos. Foi muito legal ter contato com outras culturas”, revela.  

Competição 

A competição também reservou momentos marcantes para a equipe.  

O professor Heiton relembra a primeira vitória com o Kuririn: “foi muito emocionante, pois estávamos apreensivos e ansiosos com a estreia do nosso robô e, quando ganhamos, tivemos a certeza de que ele estava funcional e de que todo o esforço tinha valido a pena!”.

Para Lucas, o momento mais marcante foi a vitória sobre uma das equipes anfitriãs. “Pudemos mostrar que o Brasil é uma referência tecnológica e que conseguimos disputar de igual para igual com eles”, afirma. 

Pietro resume a experiência no país: “o que mais me marcou foi viver um momento tão importante, fazendo o que a gente gosta com quem a gente gosta”.  

A equipe DragonBotZ venceu uma batalha e perdeu outra por pontos. A classificação para a final da Battle of Robots exigia duas vitórias.  

Percurso 

Diante da dimensão da experiência vivida pelo grupo, seguir para a fase seguinte tornou-se apenas um detalhe.  

A participação em um evento internacional de alto nível tecnológico e com uma grande estrutura trouxe aos estudantes ainda mais vontade de dedicar-se ao conhecimento.  

Eles contam que, para chegar tão longe, a vontade de aprender é mais importante do que acumular conhecimento sobre a robótica. “Todo mundo começa de algum lugar e, com o tempo, vai aprendendo e evoluindo. O importante é ter vontade, trabalhar em equipe e não desistir quando as coisas ficam difíceis, porque as oportunidades que podem surgir fazem tudo valer a pena”, diz Rafael. 

Segundo Heiton, a equipe está automaticamente classificada para a edição 2027 do evento. Até lá, todos os membros estão muito empenhados para que o robô brasileiro traga uma medalha ao IFSP.