Encontro do PEC-G celebra diversidade, acolhimento e internacionalização no IFSP  – IFSP

Estudantes de diferentes países da África e da América Latina trocam experiências durante encontro presencial 

Abraços, troca de experiências e relatos emocionantes marcaram o primeiro encontro presencial dos estudantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) do Instituto Federal de São Paulo, realizado no auditório da reitoria nesta terça-feira (30).  

Vindos de diferentes países da África e da América Latina, 14 dos 20 estudantes que participam do programa relataram como a oportunidade de cursar o ensino superior no IFSP representa uma transformação não apenas em suas trajetórias, mas também na vida de suas famílias e das comunidades onde pretendem aplicar os conhecimentos adquiridos. 

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Brian Agyei Kofi Wealth, aluno de Ciências da Computação do Campus Salto do IFSP destacou o acolhimento dos brasileiros. “Cheguei sem saber falar Português e, mesmo assim, as pessoas foram muito legais. A cultura é legal, a comida nem se fala. Gosto muito de estudar aqui. Estudo no período da manhã e passo as tardes no laboratório. Agradeço ao IFSP por deixar os alunos utilizarem os laboratórios e todos os equipamentos. Isso tem ajudado muito meu aprendizado. Eu gosto de tudo aqui”, afirmou.  

A pró-reitora de Ensino e Políticas Estudantis do IFSP, Juliana Pimenta, destacou a gratidão relatada pelos estudantes. “Eles destacaram o acolhimento recebido, a estrutura oferecida pelo IFSP e disseram que muitos jovens de seus países gostariam de ter a oportunidade de estudar em uma instituição como esta”, afirmou. 

Coordenadora institucional do Programa PEC-G no IFSP, Maria Lúcia Colombo Pereira ressaltou a importância do evento, que mobilizou os campi, diferentes pró-reitorias e o gabinete. “Este encontro é uma forma de dizer que os estudantes do PEC-G pertencem ao IFSP, que suas conquistas também são nossas e que continuaremos trabalhando para que sejam acolhidos, apoiados e tenham uma trajetória acadêmica de sucesso. Acreditamos profundamente no poder transformador da educação. Afinal, educar também é construir pontes entre povos, culturas e sonhos, promovendo oportunidades que transformam vidas e geram impactos positivos para toda a sociedade”.  

Maria Lúcia também ressaltou que o programa beneficia toda a comunidade acadêmica, ao proporcionar aos estudantes regulares do IFSP o contato cotidiano com diferentes culturas e perspectivas sem que precisem sair do país. 

Ricardo Agostinho, chefe de Gabinete do IFSP, exaltou a importância de formar esses cidadãos para que eles tenham autonomia. “Acredito no poder da educação para que esses estudantes tenham oportunidade de regressar a seus países de origem e contribuir para o desenvolvimento da sua sociedade, de modo que essas nações se desenvolvam tanto quanto o Brasil”.  

Agostinho também reforçou a necessidade de pensar nos projetos de cursos do IFSP de modo que esses possam receber alunos de diferentes países com o objetivo de ampliar a oferta de vagas por meio do PEC-G na Instituição.  

Encontro  

A mesa de abertura do encontro contou ainda com a presença da servidora Rocio Quispe Yujra, representando o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), e da servidora Análie Francine Matias Miranda, representando a Coordenadoria de Relações Internacionais (Arinter) do IFSP.  

No período da tarde, o grupo realizou uma visita guiada ao Museu da Língua Portuguesa, onde compartilharam experiências sobre o idioma oficial de seus países e os desafios em aprender o Português do Brasil. “Foi um momento muito rico, de muito aprendizado e troca”, relatou Maria Lúcia.  

A coordenadora do PEC-G afirmou que mais encontros serão realizados no segundo semestre de 2026. Os encontros virtuais trarão temas demandados pelos estudantes, como vida acadêmica e adaptação, auxílios e oportunidades, saúde mental e permanência, inclusão e diversidade, renovação do Registro Nacional Migratório, entre outros.  

No IFSP, o PEC-G é desenvolvido nos campi Campinas, Cubatão, Guarulhos, Hortolândia, Jacareí, Presidente Epitácio, Salto, São José dos Campos, São Paulo, Sertãozinho e Votuporanga, e recebe, atualmente, estudantes dos seguintes países: Angola, Gabão, Gana, Guiné-Bissau, Nigéria, Paraguai, Quênia, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe.  

Programa 

O PEC-G (Programa de Estudantes-Convênio de Graduação) é uma iniciativa oficial do Governo Brasileiro que oferece vagas gratuitas em cursos superiores para cidadãos de países em desenvolvimento. Coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Educação, o programa permite que estudantes estrangeiros façam a graduação completa no Brasil e retornem ao seu país de origem ao final do curso.  

O programa objetiva fortalecer laços com as nações amigas, cooperar para a formação de recursos humanos nos países participantes, contribuir para a internacionalização do ensino superior brasileiro e expandir o horizonte cultural dos estudantes brasileiros.  

Para pleitear uma vaga do PEC-G, o estudante deve ter concluído o ensino médio com média geral equivalente a, no mínimo, nota 12 (em escalas numéricas), comprovar domínio da Língua Portuguesa e comprovar renda para custear a estadia e manutenção no Brasil.